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Artistikk transformou set no HM Festival ao juntar luta indígena, funk e violino

No House Mag Festival 2026, Artistikk usou seu horário para criar uma apresentação improvisada que uniu progressive house, funk, bateria eletrônica e violino, com participações de Eric Terena e KÁ Seixas. A faixa “Waha Dakra” funcionou como eixo conceitual, trazendo discurso sobre território e ancestralidade.

Por N9VE Escola de DJs•06 de outubro de 2026
ArtistikkEric TerenaKÁ SeixasHM Festivalmúsica eletrônica
Artistikk transformou set no HM Festival ao juntar luta indígena, funk e violino

Das 03h30 às 04h30 no House Mag Festival 2026, Artistikk conduziu um set que transitou entre progressive house e indie dance mantendo a pista lotada após a passagem de Miane. A seleção musical manteve a energia do início ao fim, e a pista estava tão cheia que, em certos momentos, ficou difícil entrar.

INTERVENÇÕES AO VIVO

Ao longo do set, Artistikk abriu espaço para que Eric Terena e KÁ Seixas construíssem camadas sonoras em tempo real. Eric, artista indígena, DJ, produtor e músico do sul de Mato Grosso, tocou bateria eletrônica pela primeira vez naquela formação, acrescentando dimensão performática e reforçando uma conexão já trabalhada em estúdio.

Com um violino iluminado, a amazonense KÁ Seixas criou arranjos ao vivo sobre as bases de Artistikk, incluindo passagens com batidas de funk. Sua participação trouxe referências sonoras ligadas às culturas do Norte do Brasil e a artista respondeu às bases em tempo real, mudando a dinâmica da pista.

Foto: Pulitzer Center
Waha Dakra COMO EIXO CONCEITUAL

A apresentação foi amarrada pela faixa ainda não lançada “Waha Dakra”, de Artistikk em colaboração com Mark Ursa e Eric Terena, com participação vocal de Artemisa Xakriabá, do povo Xakriabá. A produção aproximou sintetizadores de progressive techno a elementos tradicionais e colocou a música eletrônica a serviço de debates sobre território, ancestralidade e preservação da Terra.

RISCO E COMPARTILHAMENTO DO PALCO

Em seu primeiro horário nobre num festival desse porte, Artistikk optou por dividir a apresentação com outros dois nomes e confiar na improvisação. Esse movimento usou um momento de visibilidade para testar até onde um set pode ir quando o protagonismo é compartilhado, sem que o DJ abrisse mão de sua identidade musical.

Foto: Threads

A apresentação cresceu progressivamente e terminou com os três artistas juntos no palco, permitindo que sintetizadores, grooves, bateria eletrônica, violino e referências indígenas e amazônicas ocupassem o mesmo espaço sonoro. A mensagem central, resumida na frase associada a “Waha Dakra”, “o futuro não é colonial; o futuro é ancestral”, orientou o percurso do set.

TRAJETÓRIA DE ARTISTIKK

Artistikk vem consolidando um trabalho que combina progressive, indie dance e texturas rítmicas influenciadas por diferentes culturas. Com mais de dois milhões de streams, presença em charts do Beatport e apoio de nomes como David Guetta, o artista já dividiu palco com Alok, Bob Sinclar, Steve Angello e Vintage Culture, além de ter tocado em casas e eventos como Warung Tour, D-EDGE, P12 e Milk Jurerê.

Fonte: Play BPM