Trocar a controladora básica por um par de CDJ-3000 costuma travar até quem já manja de mixagem. São tantos botões, telas e luzes piscando que dá vontade de fugir da cabine. O canal Playad mostra que o segredo é simples: focar em quatro recursos antes de qualquer coisa.
- Os botões que realmente importam numa CDJ-3000, sem se perder nas dezenas de funções extras
- Como usar cue e play pra marcar e disparar a faixa no ponto certo
- Como ler o pitch e o contador de BPM no visor pra ajustar a velocidade
- O truque pra identificar qual pendrive está tocando sem parar a música por engano
- Como preparar as faixas no rekordbox pra ter waveform, BPM e tonalidade na cabine
O primeiro movimento é esquecer o resto do equipamento e fixar só em quatro controles: play/pause, cue, pitch e o jog. É neles que mora praticamente toda mixagem básica numa CDJ.
O cue marca o ponto de partida da faixa. Com a música pausada, gire o jog pra encontrar o instante exato da batida, aperte cue pra salvar e, quando quiser, aperte de novo pra voltar direto ali. No modo CDJ dá pra fazer o mesmo com dois toques em play, útil quando não tem tempo de usar o fone.
O pitch é a régua de velocidade. Suba ou desça o fader e acompanhe o contador de BPM no visor: ele muda em tempo real, então dá pra casar duas faixas só olhando o número.
Antes de tocar, conecte o pendrive e aperte source pra abrir a biblioteca. Dá pra navegar por playlist, BPM, tonalidade ou pasta. Só que esse pendrive precisa ter passado pelo rekordbox antes: sem esse processo de exportação, o equipamento lê o áudio, mas não mostra waveform, BPM nem tonalidade, e a cabine vira um andar às cegas.
Com as faixas organizadas, o rekordbox também facilita a mixagem harmônica: as músicas compatíveis com a tonalidade da faixa que está tocando aparecem destacadas na lista, então trocar de faixa sem estourar o tom fica mais direto.
Pra identificar qual pendrive está em uso sem arriscar tirar o errado, segure o botão stop por cerca de 2 segundos: o volume da faixa abaixa e volta rapidinho, sinalizando que é aquele CDJ que está tocando. Segurar além da conta ejeta o pendrive, então o toque precisa ser curto.
- O botão direction inverte o sentido de reprodução. Se ele estiver ativado sem querer, a faixa parece travada mesmo com o play apertado.
- O modo vinyl speed simula a freada de um prato analógico ao pausar ou dar play. Quem não espera por isso pode perder o tempo do encaixe na hora da transição.
- O peso do jog é ajustável (mais leve ou mais pesado). Vale testar as duas pontas antes de decidir qual fica melhor pra sua mão.
- Chegar com o pendrive sem passar pelo rekordbox é o erro mais comum: sem preparo prévio, some a waveform e a leitura de BPM que guiam a mixagem ao vivo.
Quem treina só em controladora sente o salto de tamanho e de disposição dos botões na primeira vez que senta numa CDJ-3000 de verdade. O exercício mais direto pra vencer esse estranhamento é separar 10 minutos com o fone de ouvido: carregue uma faixa, marque um cue, solte no play, ajuste o pitch pra cima e pra baixo observando o BPM mudar, e gire o jog parado e em movimento pra sentir a diferença entre corrigir o encaixe e fazer scratch. Repita isso em três ou quatro faixas diferentes até o gesto virar automático, sem precisar olhar pra baixo procurando o botão certo.
Esse tipo de progressão de controladora pra equipamento de clube é parte do que a gente trabalha nas aulas da N9VE: o aluno chega dominando os fundamentos e ganha confiança pra sentar em qualquer CDJ, em qualquer cabine, sem o susto do primeiro contato.
Vídeo de Playad. Todos os direitos reservados ao criador. Assista e siga: @somosplayad.



