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Thomas Bangalter diz que não se interessa pelo uso criativo de IA

Thomas Bangalter, metade da dupla Daft Punk, afirmou à Chanel que não se interessa pela aplicação criativa de inteligência artificial, citando o caráter verbal do prompting e a impossibilidade de emular a imprevisibilidade humana.

Por N9VE Escola de DJs10 de agosto de 2026
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Thomas Bangalter diz que não se interessa pelo uso criativo de IA

Thomas Bangalter, um dos dois membros da lendária dupla eletrônica Daft Punk, falou sobre o uso de inteligência artificial na criação musical em entrevista à Chanel. Desde o fim do Daft Punk, Bangalter seguiu carreira colaborando com nomes como o diretor Alfonso Cuarón e o DJ Rampa, mas afirmou que essas parcerias não envolverão IA.

MOTIVO DO DESINTERESSE

Bangalter explicou que sua relação com a criação e com a arte acontece em um nível mais profundo, que "não se expressa por palavras". Por isso, ele disse: "provavelmente é por isso que não estou realmente interessado no uso criativo de inteligência artificial por muitos motivos." Ele apontou como principal razão o fato de o processo passar por uma expressão verbal, o prompting, que não condiz com sua forma de criação.

Bangalter argumentou que a parte mais interessante do processo criativo não ocorre em nível intelectual ou expressivo, mas em um processo de compreensão dos próprios sentimentos. Ele comparou esse processo ao diálogo sobre arquitetura que acontecia durante a entrevista, para ilustrar como a criação pode surgir sem depender de palavras concretas.

IMPREVISIBILIDADE HUMANA

Mais à frente na entrevista, Bangalter afirmou que a "imprevisibilidade" da criatividade humana é impossível de ser emulada por uma ferramenta de IA. "Imprevisibilidade, eu sinto. Eu sinto que a imprevisibilidade é o que vai salvar esta sociedade porque tudo o que acontece são surpresas", disse ele, observando que as surpresas podem ser boas ou ruins e são parte da complexidade atual.

Ele prosseguiu dizendo que, se a imprevisibilidade viesse da máquina, isso seria perigoso. Bangalter afirmou que tudo o que aconteceu na história ocorre por impulsos de desvio coletivo da sociedade e que é necessário que nos surpreendamos, em vez de ter a tecnologia fazendo essa função por nós.