Quem roda casamento, festa de empresa ou qualquer evento como DJ sozinho sabe o trabalho que dá levar, montar e tirar o som sem ajuda. O canal espanhol ProfesionalDJ.es testou a fundo a RCF EVOX V15, a nova coluna de três vias da marca italiana, e mostrou onde ela ganha da geração anterior e pra quem ela realmente serve.
- Por que um sistema de três vias trata a voz diferente de um sistema de duas vias
- O que muda na prática entre a RCF EVOX V15 e a EVOX 12 que já é padrão de mercado
- Como escolher entre tocar em mono ou em estéreo com duas colunas, sem perder parte do público
- Pra que servem os quatro presets de DSP da coluna e quando usar cada um
- O erro mais comum na hora de ligar duas unidades em cadeia
A maioria das colunas portáteis de DJ é de duas vias: um grupo de falantes cuida de médios e agudos ao mesmo tempo, e o subwoofer cuida do grave. A EVOX V15 separa isso em três caminhos. Um motor de compressão de 1,75 polegada fica só com o agudo, dez transdutores de 4 polegadas ficam só com o médio, e o woofer de 15 polegadas no subwoofer cuida do grave. Na prática, isso tira a voz do meio da bagunça: ela sai limpa e centralizada mesmo com o grave alto, porque nenhum falante está dividido entre tocar grave e dar espaço pra voz passar.
O vídeo também detalha o FiRPHASE, processamento próprio da RCF que ajusta a fase do sistema pra que todas as frequências cheguem ao ouvido no mesmo instante. É o que explica a sensação de clareza em volume alto, quando a mixagem normalmente começaria a embolar.
A coluna traz quatro presets de DSP escolhidos por botão: Linear (resposta neutra, pra quem já leva mesa ajustada), Live (pensado pra banda e voz ao vivo), Club (reforça agudo e grave, o indicado pra DJ) e Voice (prioriza inteligibilidade de fala, ideal pra discurso de casamento e abertura de evento). Um botão resolve a adaptação ao tipo de evento sem precisar tocar em equalizador.
O outro ponto que o vídeo destaca é o Bass Motion Control. Em vez do filtro tradicional que corta frequências baixas pra proteger o woofer (e acaba alterando levemente o som), a RCF mapeia o comportamento físico do woofer e limita o excesso de curso sem filtrar o sinal. Resultado: o grave aguenta a noite inteira sem distorcer e sem precisar segurar o volume no talo.
O vídeo chama atenção pra um detalhe que confunde muita gente: a saída XLR de cada unidade só repete o mesmo sinal que entra, ela serve pra encadear uma terceira ou quarta coluna reforçando o som, não pra tocar em estéreo. Pra ter estéreo de verdade, é preciso sair da mesa ou controladora com dois cabos, um pra cada coluna. E numa pista larga, o próprio vídeo recomenda mono com uma coluna de cada lado: cobre o público todo, enquanto o estéreo só favorece quem está bem no centro.
Equipamento de som pesa na decisão de qualquer DJ que trabalha com evento fechado, e vale pensar nisso com a mesma atenção que se dá a controladora e fone. Antes de trocar de sistema, teste os presets num volume real, não só na loja: ligue no Club e depois no Voice no mesmo ambiente e perceba a diferença na voz do microfone contra a faixa tocando. Se você já roda eventos sozinho, o exercício prático é cronometrar sua própria montagem atual, do carro até o som ligado, e comparar com o que esse tipo de coluna promete. E se o salão for largo, treine mentalmente a decisão mono versus estéreo antes do dia do evento, porque é ajuste que não dá pra improvisar com a pista já cheia.
Vídeo de ProfesionalDJ.es. Todos os direitos reservados ao criador. Assista e siga: @Profesionaldjess.



